Renascimento

Versículo: “Ninguém põe remendo novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa, tornando pior o rasgo”. (Marcos 2:21)

Aplicação: Naquele tempo, as roupas não eram “descartáveis” como hoje, elas eram usadas por muitos anos até se deteriorarem integralmente. Além disso, a aquisição de novas vestimentas era por necessidade, e não rotineira na vida das pessoas.

Sendo assim, quando uma peça rasgava/descosturava, ela não era jogada fora, mas restaurada e, muitas vezes, isso era feito com remendos. Pegava-se um pedaço de pano velho e o costurava sob o defeito das vestes velhas.

De fato, não fazia sentido costurar um retalho novo em uma roupa velha, porque ambas as peças seriam estragadas.

A nova vestimenta perderia uma parte do seu tecido; e a velha, ao ser lavada, se rasgaria ainda mais; pois, ao ser molhado, o retalho novo encolhe um pouco e o tecido antigo, por ter perdido sua elasticidade, já não encolhe mais. Com isso, a costura se desfaz, deixando, assim, uma fissura ainda maior.

Na parábola, a roupa velha representa o judaísmo, o legalismo. A roupa nova, os ensinamentos de Cristo, que nos propõe andar em novidade de vida (2 Co 5:17).

O cristianismo não é uma reforma do judaísmo. A graça não é uma reforma da lei.

Pelo contrário, o Evangelho é algo completamente novo, que veio para nos libertar das práticas antigas e nos transformar de dentro pra fora.

Segundo o Reverendo Hernandes Dias Lopes, o Evangelho é a palavra de vida; o judaísmo, com seus preceitos legalistas, era letra morta. O Evangelho liberta; o legalismo aprisiona; o Evangelho salva; o legalismo nos condena.

Realmente, a lei nos foi dada para revelar o nosso pecado e a nossa incapacidade de praticá-la. Todavia, ela sempre nos apontou para o Messias, o qual se encarnou para cumpri-la (“o fim da lei é Cristo”) e, fazendo isso, nos ensinou uma nova maneira de vivermos, a partir de um renascimento.

Certa vez, enquanto conversava com Nicodemos, Jesus lhe afirmou: “Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo”. (João 3:3).

Indignado, o fariseu perguntou ao Mestre: “Como alguém pode nascer sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer.” Respondeu-lhe Jesus: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne, é carne; mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreendam pelo fato de eu ter dito: é necessário que vocês nasçam de novo”. (João 3:3-7).

O judaísmo pregava a salvação através do cumprimento da lei, ou seja, pelos próprios méritos; por isso eram religiosos: oravam em público e em alta voz; tornavam seus semblantes entristecidos, quando jejuavam, davam altas ofertas no templo à vista de todos, dentre outras coisas. Contudo, ninguém entra no céu a partir da própria justiça, mas por intermédio do sacrifício de Cristo.

Jesus, por sua vez, nos ensina que se não nascermos de novo não entraremos no Reino de Deus. Ao contrário do que imaginou Nicodemos, podemos renascer mil vezes do ventre das nossas mães e, ainda assim, não veremos a Deus, porque todo aquele que nasce da carne, continua sendo carne.

Para entrarmos no céu precisamos nascer da água e do Espírito.  

A água representa purificação. Para entrarmos no Reino de Deus devemos viver separados do pecado; precisamos mortificar a nossa carne, abandonar o mundo e os prazeres que ele nos oferece; devemos nos santificar. A Bíblia é clara em nos revelar que sem santidade ninguém verá o Senhor.

A lei e o judaísmos não são capazes promover essa purificação no nosso interior. Pelo contrário, o papel dela era justamente apontar a nossa iniquidade.

Apenas o Espírito Santo tem poder para penetrar os nossos corações, separar alma e espírito, juntas e medulas, nos convencendo do pecado, do juízo e da justiça.

Quando O abrimos os nossos corações para sua obra, Ele nos leva à cruz para nos mortificarmos, por meio do arrependimento genuíno, da confissão e do abandono dos nossos pecados. Então, renascemos e já não vivemos mais pela carne, mas pelo Espírito.

“Portanto, vos afirmo: Vivei pelo Espírito, e de forma alguma satisfareis as vontades da carne”. (Gálatas 5:16).

Não adianta remendarmos uma nova cultura espiritual de vida em uma natureza não santificada, o resultado final não nos será favorável. Precisamos nos submeter à cruz, a Cristo em arrependimento e abandono dos nossos pecados, assim seremos revestidos de linho fino, puro e totalmente novo.

Oração: Senhor, hoje, queremos pedir para que nos dê um novo coração, a fim de que possamos renascer para o teu Espírito. Ministra arrependimento genuíno nas nossas vidas, para que confessemos e abandonemos os nossos pecados, assim poderemos te ver. Restaura a nossa mente, então, um dia, adentraremos no teu reino. Oramos e, desde já, agradecemos em nome de Jesus. Amém.

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